10 de maio de 2007

DOMUS jUSTITIAE

Havia que encontrar uma saída airosa. Algo que não demonstrasse à exaustão que a irritação vingativa de um colectivo que não conseguiu retirar a informação desejada a um arguido, não lograria. A pena de 6 anos do pai afectivo condenado foi reduzida para cinco de pena suspensa. Isto é, a condenação prevalece, mas o homem preso injustamente pode sair em liberdade. Como poderiam os futuros reformados com mais de mil contos ser justos e dizer claramente aos "colegas de círculo": "pá... Desculpem lá, mas fizeram merda e temos de corrigir o vosso erro". Não podiam. Porque a magistratura é, tal como advocacia, a medicina e a farmácia, uma corporação. Um grupo que se protege. Nem que para isso seja necessário fazer apodrecer na cadeia, inocentes. Teve sorte, este sargento, em ter caído no goto à comunicação social. Caso contrário, ficava a coisa fechada, no mesmo silêncio com que se fecha diariamente para tanta gente.

Sem comentários: